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“Mais do mesmo”, vereador passeante entra na fase dois

O servidor público federal Claúdio Furtado foi o mais emblemático dos vereadores coelhonetenses eleitos em 2020. Emblemático não só por ter sido eleito por média de votos (347 votos), mas também por agora protagonizar cobranças que ele tristemente pesca da internet pelo simples fato de estar bem longe de onde devia legislar e estar.

Para começar, um resumo da biografia política do “vereador passeante”. Com vida política sempre paralela a do irmão Flávio Furtado, candidatou-se pela primeira vez ao cargo de vereador em sua cidade natal 2004, obtendo o total de “0” votos naquele ano. Mais tarde, tenta novamente (2008), dessa vez alcançando o total de “15” votos. Determinado, em 2014 ele busca o apoio do irmão para em sua própria comunidade lançar-se candidato a vaga de deputado estadual para mais uma vez sentir o amargor da rejeição popular.

FASE UM

Já na eleição passada, em 2020, ouviu-se falar em um “passante” da cidade vizinha cogitando candidatura majoritária aqui em Coelho Neto, o que parecia inusitado era apenas parte de uma estratégia política para ganhar notoriedade, geralmente recorrida por candidatos desconhecidos. Ao aterrissar de paraquedas dentro de um grupo politicamente estruturado e objetivo, Cláudio Furtado, o tal passante, senta na janela do ônibus número 11 com destino direto para sua primeira vitória eleitoral.

FASE DOIS

Após completar os primeiros seis meses do lado de dentro da política o recém eleito vereador Cláudio Furtado se vale do vácuo oposicionista com a estratagema de ganhar notoriedade, dessa vez, às custas de cobranças retiradas de contextos isolados e conversas em grupos de whatsapp. Seria esse o mais novo representante da oposição ou apenas mais do mesmo?

No enquanto o que se poder afirmar é a semelhança imediata com os ladrilhos que encaminharam o “librina” aos cargos políticos que galgou até hoje — sentando na janela de um grupo já formado, pegando carona em campanha tida como ganha para em seguida brigar com o próprio grupo que o elegeu.

O MAIS DO MESMO

Pode-se até falar, algo jocosamente, do modus operandi nesse manejo deturpado do ordenamento político coelhonetense. Essa prática manjada, esse modus operandi que se abate com toda a sua carga na fala do vereador, agora “passeante” — tem discurso populista — tem alardes com estrepitosa publicidade.

Mas vamos lá, ele se diz do “lado do povo“, então como pode um político sem o mínimo de vivência do cotidiano coelhonetense dizer isso, não o vemos nas esquinas, não o vemos nas ruas, na fila da padaria, nem mesmo sabemos onde mora, se aqui, Duque Bacelar ou Teresina. Pegar contextos de internet como base para bancar falas oposicionistas nem mesmo a oposição coelhonetense está fazendo, quem dirá um político que só aparece em sessões quinzenais.

Algo que já era tido como inadmissível, visto que é dever dele estar aqui, legislar e justificar seus R$ 4,9 mil reais de salário, dinheiro oriundo do suor do contribuinte coelhonetense. Furtado fala que não concorda com muita coisa que a gestão atual está “realizando”, também diz ter motivos suficientes para deixar o governo, mas alguém já viu o nobre edil visitando algum serviço público sequer em algum dia qualquer? Como diria o Tite, treinador da seleção brasileira: “Fala Muito, Fala Muito!”

Se o servidor público federal, e vereador, fosse assim tão do lado do povo como ele diz ser, estaria dedicado ao pleito sob vivência coelhonetense. De acordo com o Portal Transparência do Governo Federal, Cláudio Furtado consta como servidor “não licenciado” da AGU (Advocacia Geral da União), com remuneração base no valor de R$ 27 mil reais. Ainda de acordo com os portais de transparência, tanto da Câmara Municipal quanto do Governo Federal, foi apurado que o vereador recebeu os salário das duas instituições públicas no mês de fevereiro, ou seja, sobre essa situação Claúdio parece não estar nenhum pouco incomodado.

Fonte: Portal Transparência do Govenro Federal

O artigo 38, inciso III, da Constituição, diz que é possível acumular mandato eletivo de vereador com outro cargo, função ou emprego público. Desde, é claro, que haja compatibilidade de horários, a ser aferida, concretamente, pelo órgão administrativo competente.

Se Cláudio Furtadopasseasse” mais por Coelho neto, local onde foi eleito para trabalhar pelo povo daqui, saberia que a fase dois do projeto político da família Furtado já nasce insipida, pois essa novela passou numa rádio coelhonetense durante 20 anos seguidos e a última coisa que nosso povo quer é a volta desse tempo de balelas.

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